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Assinatura eletrônica

Tipos de assinatura eletrônica: simples, avançada ou qualificada?

Veja os três tipos de assinatura eletrônica na prática e como escolher entre simples, avançada e qualificada conforme o documento e o risco do negócio.

CDTime ClickDocs16 de setembro de 2026 · 5 min de leitura

Existem três tipos de assinatura eletrônica: simples, avançada e qualificada. Todos têm valor jurídico. A diferença está em quanto cada um prova sobre quem assinou e em quais documentos a lei exige um nível específico. Para a maioria dos contratos de uma pequena ou média empresa, a escolha é mais simples do que parece.

De onde vem essa divisão

A base é a Medida Provisória 2.200-2/2001. Ela criou a ICP-Brasil e, no mesmo texto, deixou claro que outros meios de comprovar autoria e integridade também valem, desde que aceitos pelas partes ou por quem recebe o documento.

Em 2020, a Lei 14.063 deu nome aos três tipos. Ela foi escrita principalmente para as interações com o poder público, mas a classificação virou referência também para contratos entre empresas e clientes.

Assinatura eletrônica simples

É a que identifica quem assina a partir de dados ligados a essa pessoa: e-mail, número de telefone, um código de confirmação enviado para ela.

Na prática, é o cliente que recebe o link, confere o documento, digita o token que chegou no e-mail, SMS ou WhatsApp e assina.

Quando faz sentido:

  • orçamento e proposta comercial;
  • ordem de serviço na entrega do equipamento;
  • termo de aceite, autorização e ciência;
  • pedido de venda.

São documentos de rotina, com valor moderado e em que o relacionamento com o cliente já existe. O custo de pedir mais do que um token costuma ser maior do que o risco.

Assinatura eletrônica avançada

A lei descreve a avançada como aquela que se liga ao signatário de forma inequívoca, fica sob controle exclusivo dele e permite detectar qualquer alteração no documento depois da assinatura.

Traduzindo: além do código, entram elementos que reforçam a ligação entre a pessoa e o ato. Exemplos comuns são a foto de um documento oficial, a foto do rosto registrada nas evidências e o registro técnico de onde e como a assinatura aconteceu.

Quando faz sentido:

  • contrato de prestação de serviços com valor relevante;
  • contrato de locação de imóvel ou de equipamento;
  • confissão de dívida e acordos de pagamento;
  • documentos em que o signatário ainda não é um cliente conhecido.

Se a assinatura de um documento puder ser contestada no futuro, vale reunir mais provas agora. É bem mais fácil do que tentar reconstruir os fatos depois.

Assinatura eletrônica qualificada

É a feita com certificado digital ICP-Brasil, como o e-CPF ou o e-CNPJ, nos formatos A1 ou A3. É o nível mais alto previsto na lei.

Documentos assinados assim têm presunção de veracidade em relação a quem assinou. Na prática, quem quiser contestar precisa provar que a assinatura não é válida.

Quando faz sentido:

  • quando a lei ou o órgão que vai receber o documento exige certificado, como em atos de transferência e registro de imóveis, em regra;
  • procurações e documentos que vão para cartório ou repartição pública com essa exigência;
  • empresas que já usam certificado no dia a dia e preferem padronizar.

O ponto de atenção é que o signatário precisa ter um certificado válido. Se o seu cliente não tem, exigir a qualificada para um contrato comum só cria atrito.

Comparação rápida

Simples Avançada Qualificada
Como identifica Dados e código de confirmação Métodos que ligam a assinatura à pessoa de forma inequívoca Certificado digital ICP-Brasil
O que o signatário precisa E-mail ou celular Celular e, em geral, documento em mãos Certificado A1 ou A3 válido
Esforço para assinar Baixo Médio Maior
Uso típico Rotina comercial Contratos de maior valor Atos com exigência legal

Como escolher por tipo de documento e risco

Em vez de decorar a lei, faça três perguntas antes de enviar:

  1. Alguma lei, cartório ou órgão exige certificado para este documento? Se sim, a decisão está tomada: qualificada.
  2. Quanto eu perco se este documento for contestado? Quanto maior o valor ou a obrigação, mais evidência vale a pena coletar.
  3. Eu conheço quem vai assinar? Cliente antigo, que já compra de você, é diferente de alguém que chegou ontem pelo site.

Alguns exemplos do dia a dia:

  • Assistência técnica: a ordem de serviço na retirada do aparelho vai bem com token por WhatsApp.
  • Locadora de equipamentos: o contrato de locação pede token mais foto do documento oficial.
  • Escritório de contabilidade: o contrato de honorários com cliente novo ganha com foto do documento e foto do rosto; já a procuração que o órgão exige com certificado segue pela qualificada.

Um mesmo documento também pode combinar métodos. Cada signatário usa a autenticação que faz sentido para o papel dele: o cliente assina com token e foto do documento, e o sócio da sua empresa assina com o certificado digital que já usa.

Como isso aparece na ClickDocs

Na hora de adicionar cada signatário, você escolhe como ele comprova quem é:

  • token por e-mail, SMS ou WhatsApp;
  • foto de documento oficial, frente e verso;
  • selfie, com a foto do rosto registrada nas evidências;
  • certificado digital A1 ou A3.

Os detalhes de cada método estão em autenticação do signatário e em certificado digital.

Independentemente do método, o documento guarda o histórico por signatário, com data e hora, IP, dispositivo e geolocalização, além de um código único registrado para o documento. É esse conjunto que você apresenta se alguém questionar a assinatura.

Erros comuns na escolha

Exigir o máximo em tudo. Pedir certificado digital para um orçamento faz o cliente desistir ou adiar.

Usar o mínimo em tudo. Um contrato de locação de valor alto assinado só com um clique, sem autenticação, deixa pouca prova para trás.

Não revisar o documento antes. O tipo de assinatura não corrige dado errado no contrato. Vale passar por um checklist antes de enviar.

Resumo

Comece pela exigência legal, depois pese o risco e o quanto você conhece o signatário. Para a rotina, a simples resolve. Para contratos que pesam no caixa, reúna mais evidências. Para o que a lei exige, use certificado ICP-Brasil. A explicação completa sobre a base legal está na página de validade jurídica.

Este texto é informativo e não substitui orientação jurídica.

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