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Selfie e foto do documento na assinatura: quando pedir

Saiba quando pedir selfie e foto do documento na assinatura eletrônica, o que fica registrado nas evidências e os cuidados com os dados pessoais do signatário.

CDTime ClickDocs16 de setembro de 2026 · 5 min de leitura

Pedir selfie e foto do documento oficial deixa a assinatura mais bem amarrada à pessoa. Também dá mais trabalho para quem assina e coloca na sua mão dados pessoais que exigem cuidado. A regra prática: peça quando o valor ou o risco do documento justificar, não por padrão.

O que cada recurso faz

Foto do documento oficial

O signatário envia a foto da frente e do verso de um documento oficial com foto. As imagens ficam registradas nas evidências da assinatura.

A IA confere se a imagem enviada contém um documento. Isso evita, por exemplo, uma foto em branco ou de outra coisa qualquer.

Selfie

O signatário tira uma foto do próprio rosto na hora de assinar. A foto do rosto fica registrada nas evidências.

A IA confere se há um rosto na imagem. É importante ser claro sobre o limite: não há comparação com bases oficiais nem conferência automática de que o rosto é o mesmo da foto do documento. Essa conferência, se for necessária, é feita por uma pessoa, olhando as imagens registradas.

O que isso acrescenta à prova

O token mostra que quem assinou tinha acesso a um e-mail ou telefone. A foto do documento e a selfie acrescentam imagens que podem ser analisadas depois.

Método O que fica registrado O que ajuda a responder
Token Confirmação do código enviado ao contato “Quem assinou tinha acesso a esse contato?”
Foto do documento Frente e verso do documento oficial “Quem assinou tinha o documento dessa pessoa em mãos?”
Selfie Foto do rosto “Qual rosto aparece no momento da assinatura?”
Certificado digital Assinatura com o certificado do signatário “A assinatura foi feita com o certificado dessa pessoa?”

Na prática, quando um cliente diz “não fui eu”, ter a foto do documento e a selfie registradas muda o tom da conversa. Tudo isso se soma ao histórico com data, hora, IP, dispositivo e localização.

Quando vale pedir

Faz sentido pedir:

  • Contratos de valor alto, como prestação de serviços de longo prazo ou venda parcelada.
  • Locação, em especial de imóveis e equipamentos de valor.
  • Cliente novo, sem histórico de relacionamento com a sua empresa.
  • Fiadores e garantidores, que costumam ser as partes mais propensas a contestar depois.
  • Negociações feitas só à distância, em que ninguém da sua equipe viu o cliente pessoalmente.

Geralmente dispensável:

  • Orçamentos e propostas que ainda não geram obrigação relevante.
  • Ordens de serviço de baixo valor para clientes recorrentes.
  • Documentos internos, como termos de ciência de funcionários, quando outro controle já identifica a pessoa.

Se o documento exige assinatura qualificada por lei, selfie e foto do documento não substituem o certificado digital. Entenda as diferenças em tipos de assinatura eletrônica.

O custo da fricção

Cada passo a mais na assinatura é uma chance a mais de o cliente desistir no meio. Algumas situações comuns:

  • A câmera do celular não tem permissão no navegador.
  • O cliente está na rua e não tem o documento na carteira.
  • A foto sai escura ou tremida e ele precisa repetir.

Para reduzir o atrito, avise antes de enviar: “Vou te mandar o contrato. Na assinatura, vai pedir uma foto do seu documento e uma selfie, então tenha o RG ou a CNH por perto”. Uma mensagem assim evita a maior parte das desistências.

Dicas para o signatário acertar na primeira tentativa

Vale mandar estas orientações junto com o aviso:

  • Luz de frente, sem janela ou lâmpada forte atrás.
  • Documento sobre uma superfície lisa e escura, sem os dedos cobrindo os dados.
  • Frente e verso inteiros no enquadramento, sem cortar as bordas.
  • Rosto descoberto na selfie, sem boné ou óculos escuros.
  • Permitir o acesso à câmera quando o navegador perguntar.

Imagens nítidas não servem só para passar pela etapa. Elas também são mais úteis se, meses depois, alguém precisar olhar as evidências com atenção.

Cuidados com os dados pessoais

Foto de documento e foto do rosto são dados pessoais. Quem pede passa a ter responsabilidade sobre eles. Algumas boas práticas:

Peça só quando precisar. Se o documento não justifica, não colete. Menos dado guardado é menos dado a proteger.

Explique o motivo ao signatário. Diga para que servem as imagens: comprovar a identidade de quem assinou o contrato. Transparência evita desconfiança.

Limite quem acessa. Use as permissões por usuário para que só quem precisa veja os documentos e as evidências. O vendedor que envia o orçamento não precisa, necessariamente, ver a selfie do cliente.

Não copie as imagens para fora. Baixar a foto do documento para o computador, mandar por mensagem para um colega ou anexar num e-mail espalha o dado sem necessidade.

Defina por quanto tempo guardar. Evidências existem para sustentar o contrato. Converse com o seu jurídico sobre o prazo adequado para cada tipo de documento.

A forma como a plataforma armazena os arquivos está em segurança.

E se o cliente se recusar a enviar a selfie?

Respeite e converse. Explique para que a imagem serve e por que aquele contrato pede mais cuidado. Se mesmo assim ele não quiser, avalie outro caminho: token combinado só com a foto do documento, ou o certificado digital, se ele tiver um. O que não vale é insistir sem explicar.

Como configurar na prática

A autenticação é escolhida por signatário. Num mesmo contrato, você pode:

  • Pedir token por WhatsApp e selfie ao cliente pessoa física.
  • Pedir foto do documento ao fiador.
  • Pedir só token por e-mail à testemunha.

Os métodos disponíveis estão em autenticação do signatário.

Resumo

  • Foto do documento e selfie ficam registradas nas evidências.
  • A IA confere se há um documento ou um rosto na imagem. Não há comparação com bases oficiais.
  • Peça quando o risco ou o valor justificar, e avise o cliente antes.
  • Trate as imagens como dado pessoal: colete o necessário, limite o acesso e não espalhe cópias.

Este texto é informativo e não substitui orientação jurídica.

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