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Certificado digital

Certificado digital A1 ou A3: diferenças e qual escolher

Compare o certificado digital A1 e o A3: onde fica guardado, validade, segurança, uso em equipe e como cada um funciona na hora de assinar documentos.

CDTime ClickDocs16 de setembro de 2026 · 5 min de leitura

O certificado A1 é um arquivo que fica no computador. O A3 fica guardado num token USB ou cartão. Os dois são ICP-Brasil e servem para a assinatura qualificada. A escolha depende de quantas pessoas vão usar, em quantos computadores e de quanto controle você quer ter sobre ele.

O que os dois têm em comum

Antes das diferenças, o que não muda:

  • ambos são emitidos por empresas credenciadas pela ICP-Brasil;
  • existem para pessoa física (e-CPF) e para empresa (e-CNPJ);
  • ambos têm o mesmo valor jurídico na assinatura de documentos;
  • ambos exigem validação de identidade na emissão e têm prazo de validade.

Ou seja: para quem recebe o documento, um contrato assinado com A1 vale tanto quanto um assinado com A3.

Certificado A1: o arquivo

O A1 é entregue como um arquivo, normalmente com extensão .pfx ou .p12, protegido por senha.

Pontos fortes:

  • não depende de mídia física: não tem token para perder nem leitor para comprar;
  • pode ser instalado em mais de um computador, se a empresa precisar;
  • funciona bem com sistemas que usam o certificado de forma automática, como emissores de nota fiscal.

Pontos de atenção:

  • a validade costuma ser mais curta, em geral de um ano;
  • por ser um arquivo, pode ser copiado. Quem tiver o arquivo e a senha consegue usá-lo;
  • se o computador quebrar e não houver cópia segura, é preciso emitir outro.

Certificado A3: o token ou cartão

No A3, a chave fica gravada dentro de um token USB ou de um cartão com chip, protegida por uma senha chamada PIN. A chave não sai da mídia.

Pontos fortes:

  • mais difícil de copiar, porque a chave não é um arquivo solto;
  • controle físico: quem está com o token é quem assina;
  • costuma ter validade maior do que o A1, conforme o produto contratado.

Pontos de atenção:

  • precisa da mídia conectada na hora de assinar;
  • exige driver do token ou leitor de cartão instalado no computador;
  • errar o PIN várias vezes pode bloquear a mídia;
  • se o token for perdido ou quebrar, é preciso emitir outro.

A comparação lado a lado

A1 A3
Onde fica Arquivo .pfx ou .p12 no computador Token USB ou cartão com chip
Proteção Senha do arquivo PIN da mídia
Pode ser copiado Sim Não, a chave fica na mídia
Uso em vários computadores Sim, instalando o arquivo Levando a mídia junto
Precisa de hardware Não Token ou cartão com leitor
Validade Em geral, mais curta Em geral, mais longa
Bom para Rotinas automáticas e equipe em um lugar Uso pessoal e controle rígido

Quando cada um faz sentido

A1 costuma ser a melhor escolha quando

  • a empresa emite nota fiscal ou usa sistemas que precisam do certificado sem alguém plugar um token;
  • o certificado e-CNPJ é usado por mais de uma pessoa de confiança, no mesmo escritório;
  • você trabalha em notebook e não quer depender de um token na bolsa.

Exemplo: uma empresa de manutenção usa o e-CNPJ A1 no computador do financeiro para as rotinas fiscais e, quando precisa, para assinar contratos com fornecedores.

A3 costuma ser a melhor escolha quando

  • o certificado é pessoal, como o e-CPF do sócio ou do advogado;
  • você quer ter certeza de que só quem está com a mídia consegue assinar;
  • a assinatura acontece em poucos momentos e em computadores diferentes.

Exemplo: o sócio de um escritório de contabilidade guarda o e-CPF A3 e usa só para assinar procurações e documentos que exigem assinatura qualificada.

Nada impede ter os dois: um e-CNPJ A1 para as rotinas do sistema e um e-CPF A3 para o sócio.

Cuidados de segurança que valem para os dois

  • Não compartilhe a senha por e-mail ou mensagem.
  • No A1, guarde uma cópia protegida do arquivo, fora de pastas compartilhadas com toda a equipe.
  • No A3, trate o token como uma chave de casa: não deixe plugado em computador de uso geral.
  • Anote a data de vencimento e renove com antecedência. Certificado vencido não assina.
  • Se perder ou suspeitar de uso indevido, peça a revogação à empresa que emitiu o certificado.

Como usar A1 ou A3 para assinar na ClickDocs

Na ClickDocs, quem envia o documento escolhe certificado digital como forma de autenticação para o signatário. Na hora de assinar, o caminho depende do tipo:

  • A1: o signatário seleciona o arquivo .pfx ou .p12 e informa a senha.
  • A3: o navegador acessa o token ou cartão por meio do Web PKI, e o signatário informa o PIN. O driver da mídia precisa estar instalado no computador, e o navegador pode pedir a instalação do componente na primeira vez.

Os outros signatários do mesmo documento podem usar métodos diferentes, como token por e-mail, SMS ou WhatsApp, ou foto do documento oficial. Assim, só quem realmente precisa do certificado é exigido.

Depois das assinaturas, o documento guarda o histórico de cada signatário, um código único registrado para o documento, e o PDF final é assinado com o certificado digital da plataforma. Veja mais em certificado digital, nas opções de autenticação do signatário e em segurança e evidências.

Perguntas rápidas

Um vale mais que o outro juridicamente? Não. A diferença é de armazenamento e segurança, não de valor.

Posso trocar de A1 para A3 na renovação? Sim. Na renovação você compra o tipo que fizer mais sentido.

Serve para assinar pelo celular? Com A1 e A3 tradicionais, o uso mais comum é no computador. Se o signatário vai assinar pelo celular, avalie outra forma de autenticação para ele.

Para decidir

Se o certificado é da empresa e roda em sistemas, vá de A1. Se é pessoal e você quer controle físico, vá de A3. Em ambos os casos, cuide da senha e da data de vencimento, que é onde os problemas realmente aparecem.

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