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Segurança

Evidências de assinatura: IP, dispositivo e localização

Entenda as evidências de assinatura que o histórico registra em cada etapa (envio, visualização, assinatura e recusa) e para que servem IP, dispositivo e local.

CDTime ClickDocs16 de setembro de 2026 · 5 min de leitura

Quando alguém assina um documento pela internet, não existe testemunha na sala. Quem faz esse papel são as evidências de assinatura: registros automáticos de cada etapa, com data, hora, IP, dispositivo e localização. Eles não aparecem no texto do contrato, mas são o que sustenta o documento se houver dúvida.

Veja o que é registrado, o que cada dado significa e o que ele não prova.

O histórico por signatário

Na ClickDocs, cada signatário tem o próprio histórico. Se o contrato tem três pessoas, são três linhas do tempo separadas. Isso importa porque cada um recebe, abre e assina em momentos diferentes, de lugares diferentes.

As etapas registradas são:

Etapa O que marca
Enviado O documento foi disparado para o signatário
Visualizado O signatário abriu o documento
Assinado O signatário concluiu a assinatura
Recusado O signatário recusou, com motivo obrigatório

Em cada etapa ficam guardados data e hora, IP, dispositivo e geolocalização.

O que cada dado significa

Data e hora

Mostra a sequência dos fatos. Um exemplo: o documento foi enviado às 9h, visualizado às 9h40 e assinado às 10h05. Essa ordem é coerente com alguém que recebeu, leu e decidiu assinar.

Também ajuda a responder perguntas como “o contrato foi assinado antes ou depois da entrega do serviço?”.

IP

O IP é o endereço da conexão de internet usada no momento. Ele indica a rede de onde veio o acesso.

O que o IP ajuda a mostrar: que a visualização e a assinatura partiram de uma conexão real, e se foram da mesma rede ou de redes diferentes.

O que o IP não prova sozinho: a identidade da pessoa. Várias pessoas podem usar a mesma rede, e o IP de celular muda com frequência. Por isso ele é uma peça do conjunto, não a prova inteira.

Dispositivo

Registra informações do aparelho e do navegador usados, como celular ou computador e o navegador.

Para que serve: mostrar consistência. Se o cliente abriu e assinou pelo mesmo celular, a história fica coerente. Se abriu no computador do escritório e assinou pelo celular à noite, também é um comportamento normal e fica documentado.

Geolocalização

Indica a localização aproximada no momento da ação, quando o navegador do signatário permite o acesso à localização.

Para que serve: ajuda a situar o signatário. Um cliente de Curitiba que assinou em Curitiba reforça a narrativa. Uma localização inesperada é um sinal para olhar os outros dados com mais atenção.

Evidências da identidade: autenticação

IP, dispositivo e localização dizem de onde e como o acesso aconteceu. Para ligar a assinatura a uma pessoa, entram os métodos de autenticação, que você escolhe por signatário:

  • Token por e-mail, SMS ou WhatsApp: o código enviado ao contato do signatário foi confirmado.
  • Foto do documento oficial, frente e verso, registrada nas evidências.
  • Selfie: foto do rosto registrada nas evidências. A IA confere se há um rosto na imagem.
  • Certificado digital A1 ou A3 do próprio signatário.

Os detalhes de cada método estão em autenticação do signatário.

Evidências do documento: integridade

Além de quem assinou, é preciso mostrar o que foi assinado. Para isso, a plataforma registra:

  • Código único (SHA-256) registrado para cada documento.
  • PDF final assinado com o certificado digital da plataforma, e qualquer alteração depois disso quebra essa assinatura.
  • Verificação pública de autenticidade pelo código (UID) do documento.

Juntando as três camadas, você tem: quem assinou, de onde, quando e em qual versão do documento.

Para que as evidências servem no dia a dia

Não é só para processo. Elas resolvem situações bem mais comuns:

“Não recebi o contrato.” O histórico mostra que o documento foi visualizado, com data e hora.

“Assinei, mas era outra versão.” O PDF final com a assinatura digital da plataforma mostra qual conteúdo foi assinado.

“Foi meu sócio que assinou, não eu.” A autenticação mostra qual contato confirmou o token, ou qual foto de documento e selfie foram registradas.

“Recusei porque o valor estava errado.” A recusa tem motivo obrigatório. Você sabe exatamente o que corrigir. Veja o que fazer quando o signatário recusa.

Cliente que sumiu depois de assinar. Numa cobrança, as evidências mostram que o contrato foi aceito por ele, e quando.

Como aproveitar melhor as evidências

  • Cadastre o contato certo. Token confirmado num e-mail ou telefone que não é do cliente não ajuda.
  • Ajuste a autenticação ao risco. Orçamento pode ir só com token. Contrato de valor alto merece foto do documento ou certificado digital.
  • Oriente o cliente a permitir a localização quando o navegador pedir. Sem essa permissão, o dado não é registrado.
  • Não recrie documentos à toa. Se precisar corrigir algo, faça um documento novo e cancele o antigo, para que cada histórico corresponda a uma versão clara.

Perguntas comuns sobre evidências

O signatário sabe que esses dados são registrados? Vale deixar claro. Uma frase no contrato ou na mensagem de envio explicando que a assinatura registra data, hora, IP, dispositivo e localização evita surpresa e reforça a transparência com o cliente.

Se o cliente usar VPN ou internet de outro lugar, a prova perde valor? O IP fica registrado do jeito que chegou. Por isso ele nunca deve ser a única base: a autenticação e a integridade do documento continuam contando a história.

Posso editar ou apagar uma evidência? As evidências existem justamente para registrar o que aconteceu. Se algo no documento estiver errado, o caminho é gerar um documento novo, não mexer no histórico do antigo.

Onde ver tudo isso

As evidências ficam na visualização do documento, separadas por signatário. A explicação sobre como a plataforma protege os arquivos, que ficam em armazenamento em nuvem (AWS S3), está em segurança. A base legal que dá valor a esses registros está em validade jurídica.

Nenhum dado isolado resolve tudo. O valor está no conjunto: autenticação, histórico e integridade contando a mesma história.

Este texto é informativo e não substitui orientação jurídica.

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